domingo, 27 de fevereiro de 2011

Escrever...que medo !!!
A gente não aprende a produzir textos na escola

Quando comecei a recordar os momentos vividos ao fazer minha monografia, lembrei-me de meu quase xará, Jô Soares, que falou que escrever é parir sem ser mãe. De fato, passei por um período de indecisões, enjôos, surpresas, contradições, ansiedades, inchaços e outras coisas mais, até chegar ao parto da monografia intitulada "A linguagem que se escreve na alfabetização - reflexos do saber do professor".
Desde a preparação até o "parto" ficou provado que escrever é mesmo como parir, ratificando em parte, o que diz o Jô. Mas, discordo quendo ele nega a maternidade, pois considero-me mãe de todos os textos que crio e até vejo certas facilidades, pois eles não choram, não pedem mesada, não mentem, não fazem desfeita, não batem nos colegas, não quebram vidraças. Infelizmente, também não abraçam, não fazem carinho, não dizem "Eu te amo", que pena!
O primeiro passo no desenvolvimento da monografia foi a escolha do seu tema. Não foi difícil decidir sobre o que discorrer, pois há muito tempo tinha uma inquietação sobre o processo de alfabetização de minhas turmas e de outras que acompanhava de perto: qual a razão das crianças escreverem tão mal?
Por que, quando as pessoas precisam utilizar a escrita para resolver seus problemas apresentam tantas dificuldades? Por que a escrita constitui-se num objeto tão misterioso e inatingível?
Estas indagações causaram-me uma confusão enorme. Logo eu, que havia levantado tantos questionamentos, por ironia do destino ou da escola (quem diria?)sentia um enorme obstáculo para escrever. Que absurdo! De que me adiantaram tantos anos de estudante e outros de professora, tendo a caneta e o papel como compaheiros, se na hora de resolver um problema, não conseguia.
No meu caso, reverter essa situação tornou-se um desafio vital, pois era quase uma questão de "sobrevivência" mesmo: ou escrevia a tal monografia, ou ficava reprovada no curso de licenciatura. Aí, não!
Durante essa gestação, percebi que a causa da dificuldade de escrever na escola e mais tarde no cotidiano, se deve ao fato de que aprendemos a reconhecer, ler e copiar palavras e até juntar algumas delas e compor algumas orações, poucas, é claro, para não errar.
Mas, produzir textos, isso não aprendemos na escola. Pode-se até dizer que a escola forneceu o suporte básico para a escrita: leitura, pontuação, ortografia mas, a criação, a aventura e o prazer da escrita ficaram esmagados por práticas mecânicas e sem valor.
Por que não me avisaram que a escrita é igual sorvete, que precisa ser experimentado e misturado, na busca de um sabor mais gostoso e original? Depois de muitas misturas, hoje, penso que encontrei o caminho. Mas este caminho é longo e ainda há muito o que percorrer.
Finalmente "pari" a monografia e conclui o meu curso. Neste trabalho refleti sobre a aprendizagem da linguagem escrita no processo de alfabetização e, analisando as dificuldades do escrever, percebi que alguns permanecem no impasse, outros conseguem superá-lo, mas ainda são muitos os que se encontram excluídos da construção coletiva do saber.
Logo, procurei ressaltar a importância da educação voltada para as situações do dia-a-dia, a fim de propiciar uma interação do indivíduo na sociedade, numa amplitude maior, através da formação de um leitor/produtor, que lê, entende e cria os mais diversos textos para participar melhor do mundo que o cerca.
Se consegui superar meus problemas, não sei. Posso dizer que fui "mãe" e que estou aprendendo, atrevendo-me,enfim, construindo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O ALFABETO


Conhecer os nomes das letras é fundamental para os alunos que estão se alfabetizando, pois em alguns casos eles fornecem pistas sobre um dos sons que elas podem representar na escrita. Além disso, os alunos têm de conhecer a forma gráfica das letras e a ordem alfabética. Essa aprendizagem, porém, pode ocorrer de forma lúdica e divertida por meio de jogos, parlendas e adivinhas.

Você pode:
Afixar as letras do alfabetário junto com os alunos, transformando esse momento de organização do espaço da sala de aula também em um momento de aprendizagem.

Fazer uma ficha com o alfabeto completo em letra bastão para que os alunos a colem em seu caderno.

Fazer um marcador de livro ou ficha avulsa com o alfabeto completo para que possam consultá-lo sempre que precisar.

Organizar atividades de completar as letras do alfabeto, utilizando suportes variados: o alfabetário afixado na sala de aula, cobrindo algumas das letras com um pedaço de papel e/ou uma tabela com a seqüência do alfabeto incompleta (produzida no computador ou mimeografada).

Propor que os alunos analisem quais são as letras que compõem seu nome, os nomes dos colegas e o do professor. A atividade poderá, inicialmente, ser feita de forma coletiva, e, depois, com os alunos reunidos em duplas ou em grupos. Comece escrevendo seu nome no quadro e, junto com a turma, analise quais as letras que o compõem. Mostre quais são essas letras, destacando aquelas que aparecem mais de uma vez. Depois, em duplas, os alunos deverão analisar quais letras fazem parte do
próprio nome, utilizando como suporte o crachá.

Ensinar os alunos a “cantarolar” o alfabeto, de modo que memorizem a seqüência das letras, ainda que não conheçam sua forma gráfica. Esse procedimento vai ajudá-los a reconhecer os nomes das letras, facilitando a aprendizagem.

Recitar parlendas que envolvem o alfabeto também é uma ótima estratégia. As atividades com o alfabeto devem acontecer apenas enquanto houver alunos que não sabem os nomes das letras. Depois disso, elas perdem a função.
Como fazer uma escola?
De que elementos compô-la?
E depois de feita
Plantá-la no coração do seu povo
E deixar que aí floresça
Sem medos
Sem muros
Desmedida
Excessiva
Solidária
Autônoma
Competente
Múltipla
Feliz
Para que o povo faça dela
A praça da Alegria
E a mantenha sempre corajosa
Para os desafios do próprio povo
E eternamente nova para o povo de cada instante
Até que uma nova criança
Inaugure um espaço novo.

Wellington Martins