sábado, 17 de setembro de 2011

JOGOS COOPERATIVOS

GOLFINHOS E SARDINHAS

FONTE:
Fábio Otuzi Brotto – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um exercício de

convivência. São Paulo : Editora Projeto Cooperação, 2001.
Há um tipo de Jogo Cooperativo muito especial:
Os Jogos Infinitos.

Neste jogo todos têm a oportunidade para exercer o poder pessoal e grupal sobre a vivência que estão compartilhando. “Golfinhos e Sardinhas” é um pega-pega muito parecido com os vários já conhecidos, senão por uma pequena mudança capaz de promover grandes transformações.
Nesta brincadeira propomos o exercício do Livre Arbítrio, da Tomada de Decisão, da Iniciativa para Correr Riscos e da Aventura de Compartilhar a Liberdade.
Objetivo Comum:
Pegar e escapar.
Escolher salvar quem foi pego, ou salvar a sim mesmo, ou pedir para ser salvo, ou não.
Decidir continuar o Jogo ou terminar com ele.

Participação:
Desde os 07 anos.
Um grande grupo.

Espaço:
Espaço amplo, dividido por uma linha central.

Material:
Sem material.

Desenvolvimento:
Este jogo está baseado no pega-corrente.
Começamos com todos os participantes (menos 1) agrupados numa das extremidades do espaço. Este é o “Cardume de Sardinhas”. Aquele 1 separado das “Sardinhas”, será o “Golfinho” e ficará sobre uma linha transversal demarcada bem no centro do espaço. Ele somente poderá se mover
lateralmente e sobre essa linha.

O objetivo das “sardinhas” é passar para o outro lado do oceano (linha central) sem serem pegas pelo “Golfinho”. Este por sua vez, tem o propósito de pegar o maior número possível de sardinhas (bastando toca-las com uma das mãos).

Toda “Sardinha” pega, transforma-se em “Golfinho” e fica junto com os demais golfinhos sobre a linha central. Lado a lado e de mãos dadas, formando uma “corrente de golfinhos”.

Na “corrente de golfinhos” somente as extremidades podem pegar. O jogo prossegue assim até que a “corrente de golfinhos” ocupe toda a linha central. Quando isto acontecer, a “corrente” poderá sair da linha e se deslocar por todo o “oceano” para pescar as sardinhas.
ATENÇÃO:
Quando a “corrente de golfinhos” for maior que a quantidade de “sardinhas” restantes, propomos a seguinte ação: Agora, as “sardinhas” poderão SALVAR os “golfinhos” que desejarem ser salvos.
Como? Basta a “sardinha” passar por entre as pernas do “golfinho”. Daí o “golfinho” solta-se da “corrente” e vira “sardinha”, de novo.

“Não pretendamos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode acontecer a pessoas e a países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, se supera sem ficar superado”.
Albert Einstein

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ESTAÇÃO BRINCADEIRA

PROGRAMAÇÃO INFANTIL DA RÁDIO MEC 800AM



SALA DE LEITURA

A leitura é um prazer e uma necessidade. É preciso ler. É gostoso ler. E este é um aprendizado que, como qualquer outro, se aperfeiçoa praticando. Abrir um livro, “entrar” por suas páginas, é uma aventura fantástica. E esta aventura deve ser vivida também na Sala de Leitura.

SALA DE LEITURA

Lugar de encontro

De muitos leitores/autores

De muitas leituras...

Lugar de (com)partilhar

E de (com)viver

Lugar de encontrar

Um bom motivo para ler

Colocar em funcionamento um espaço de leitura significa conjugar muitos verbos de ação: propor, procurar, arrumar, instigar, conversar, oferecer, dialogar, expor, organizar, pedir, controlar, arrumar, contar, olhar, brincar, ouvir, trocar, propagar, buscar, abrir, fechar, limpar, sensibilizar, mostrar, ensinar, dirigir, vender, mostrar, improvisar, criar. A lista é imensa e permite mais e mais.

Antes da leitura, é importante mostrar a capa do livro, indicar o título escrito ao mesmo tempo em que o lê e referir-se ao autor. Procure explorar as ilustrações (se elas aparecem em todas as páginas ou não, se o texto se mistura com elas ou não, se são coloridas ou não), a extensão do texto (quantas páginas tem a história) e, ainda, se no mesmo livro há apenas uma ou várias histórias. Esses dados ajudarão seus alunos a ter expectativas mais ajustadas àquilo que será lido.

Ainda antes de ler, você pode dar algumas dicas sobre a história... Não se trata de facilitar o trabalho do aluno contando antes de ler, mas de oferecer algumas informações sobre os personagens e o que lhes acontecerá, apenas para aumentar a curiosidade da turma.



UBUNTU


"Uma pessoa é uma pessoa por causa das outras pessoas".
Ditado sul africano da tribo Ubuntu
A jornalista e filósofa Lia Diskin no Festival Mundial da Paz em Floripa (2006) nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo então, propôs uma brincadeira pras crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!" instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou de cara.
Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: Sou quem sou, por quem somos todos nós.