“Registrar para refletir. Refletir para tomar consciência
do momento presente para redirecionar,
se necessário, sua prática.”
Cezar Sena
Uma das formas que temos para ir sempre aprendendo mais e
melhor é pensar. Mas, o pensar que ajuda a aprender não é um pensar qualquer,
solto sem uma direção e sem compromisso. É um pensar organizado, um pensar que
pergunta e vai atrás das respostas.
Dizia o grande educador brasileiro, Paulo Freire, que a
gente pensa melhor quando pensa a partir do que faz, da prática.
Mas, pensar sobre a prática sem registrá-la tem muitas
limitações. O pensamento acaba se tornando mais uma lembrança, e por ficar só
na oralidade, perde a possibilidade de ser repensado e revisto. O registro
escrito mostra o pensamento de seu autor. O próprio ato de escrever já leva
o(a) professor(a) a um certo distanciamento do seu fazer, dando-lhe um olhar
mais amplo e facilitando a escrita do seu pensamento.
Para o(a) professor(a) o registro da sua prática
constitui importante instrumento de aperfeiçoamento do seu trabalho. Isso
acontece porque ao registrar, representa sua experiência através de um objeto
concreto, feito de palavras, que podem ser lidas, revisadas e analisadas.
Trabalhando com essa representação, ele(a) é
estimulado(a) a repensar a prática ali representada. Poderá descobrir atitudes
que deveriam ter sido tomadas, destacar as alternativas adequadas que foram
utilizadas e todo um conjunto de procedimentos que levariam a melhores
resultados.
(Adap. Caderno EJA – MEC)
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